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Mercado da linha aérea da América do Sul

Nos últimos anos, através de uma série de fusões, duas super-companhias aéreas - Avianca e Latam - emergiram no setor aéreo da América do Sul visando dominar a região. Os viajantes na América Latina são mais prováveis ​​de ser servidos por qualquer um deles devido aos seus vários centros regionais. Avianca é um jogador importante na parte norte do continente, enquanto Latam domina no sul. Ambas as companhias aéreas estão lutando pela supremacia no Brasil sobre Gol e Azul.

Ao longo das últimas duas décadas, fusões e falências reformularam a indústria aérea na América do Norte. A mesma tendência pode ser vista na América do Sul. O continente tradicionalmente tinha pelo menos uma, se não múltiplas, companhias aéreas por país. Isso, de acordo com o CEO da Avianca, Hernan Rincon, foi "muito ineficiente". Hoje, a indústria aérea do continente está em um estado de consolidação e definição. Várias marcas como a Varig, a LAN e a TAM desapareceram, enquanto os recém-chegados como a Azul e a Gol tornaram-se os principais players do mercado. Mas a maior surpresa é o surgimento de super-companhias aéreas pan-sul-americanas - Avianca e Latam.

"Nós acreditamos que apenas dois sobreviverão com operações em toda a América Latina e conectando-o com o mundo, e estamos construindo a empresa para ser uma delas", disse Rincon em uma entrevista realizada em agosto. "Ainda haverá algumas companhias aéreas regionais menores, é claro, mas as companhias aéreas que têm a capacidade de atender toda a América Latina ... Acreditamos que haverá apenas dois", explicou Rincon, acrescentando que o Latam provavelmente seria o outro grande jogador, Relata Bloomberg.

Super companhias aéreas da América do Sul

Em 2009, a Avianca, colombiana com base em Bogotá, fundiu-se com a TACA Airlines, com sede em El Salvador. As duas operadoras e suas sub-marcas agora operam usando a marca Avianca e estão sob a propriedade da Avianca Holdings, uma subsidiária do Grupo Sinergia do Brasil. Em 2010, o Synergy Group renomeou a OceanAir, sua operação aérea brasileira, a Avianca Brasil, e trouxe suas ofertas de produtos em linha com as outras operadoras da Avianca.

Avianca padronizou sua frota, reduzindo o número de tipos de aeronaves e formando uma frota relativamente nova. Em 2013, a idade da aeronave operada em média foi de apenas 4,7 anos. A frota da Avianca consiste principalmente de Airbus A318s, A319s, A320 e A321s de corpo estreito, mas existem sete Boeing Dreamliners que acabaram de receber entrega e 17 turbopropulsores ATR.

Em 2012, como resultado de uma fusão entre a LAN Airlines do Chile e a TAM do Brasil, a Latam surgiu. A empresa incorporada, a Latam Airlines, com sede em Chile, é o maior grupo de operadoras, operando cerca de 54 milhões de lugares na América Latina em 2014. Possui 46 mil funcionários operando subsidiárias no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru.

De acordo com a OAG Aviation Worldwide, a Latam opera uma variedade de tipos de aeronaves que, ao mesmo tempo em que adiantam custos, permitem que ele sirva uma grande variedade de mercados, de longo alcance e de curto alcance. O grupo está configurado para manter sua posição dominante com 148 aeronaves para adicionar aos 321 já na frota. Dois terços das novas aeronaves são A320s e A321s de curto e médio alcance, mas também existem 27 A350 e 22 B787s para uso em rotas de longa distância.

Mercado da linha aérea da América do Sul

As companhias aéreas sul-americanas apresentaram sinais de recuperação em 2016, impulsionadas em parte por moedas mais fortes. A indústria aérea do continente registrou receita unitária positiva no ano passado, diz um relatório da Cowen & Co.. Por enquanto, as perspectivas para as companhias aéreas da América do Sul melhoraram, diz Felipe Vinagre, analista do Credit Suisse. "Se você combina a melhoria das moedas, a reestruturação da frota e o corte de custos, uma posição racional sobre a capacidade e um ambiente de demanda melhor, acho que melhores tempos serão possíveis", disse Vinagre em uma entrevista.

No entanto, ao discutir o mercado de companhias aéreas da América do Sul, é "melhor dividir o continente em dois mercados distintos", disse Vinay Bhaskara, analista de negócios da revista Airways, à Business Insider. Segundo ele, a divisão é baseada na geografia, com países como Colômbia, Venezuela, Equador, Guiana e Peru, formando o norte e Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, localizados no que Bhaskara chama de "Sul profundo" América."

A força dominante na parte norte da América do Sul é Avianca com sua moderna frota de 173 aeronaves que opera 6.000 vôos por semana. Os principais pólos da companhia aérea em Bogotá, Colômbia e Lima, no Peru, bem como a antiga base da TACA em El Salvador, servem como pontos de lançamento privilegiados para o atendimento a mercados secundários e terciários.

Os países do norte da América do Sul são considerados um mercado muito mais competitivo. Isso ocorre porque os principais destinos como Bogotá, Colômbia ou Caracas, Venezuela, estão ao alcance de aeronaves de corpo estreito, como o Boeing 737 e a família Airbus A320, tão longe quanto a costa leste dos EUA. Como resultado, a concorrência na região vem não apenas do continente, mas também de grandes companhias aéreas nos EUA e na América Central, como a Copa do Panamá.

A "América do Sul profunda" é muito mais remota. Como resultado, a concorrência no mercado é geralmente entre operadoras locais, com a principal exceção do Brasil. A América do Sul profunda, portanto, é dominada pela Latam, além do Brasil. A frota moderna da Latam é composta por mais de 300 jatos Boeing e Airbus.

Para a Latam, a maior ameaça é o aumento das operadoras de baixo custo na região. Em resposta, como Pablo Chiozza, vice-presidente sênior da Latam, disse à Business Insider, a companhia aérea mudou sua estratégia doméstica de um modelo de serviço completo para um que espelha o da sua concorrência de baixo custo ao desagregar suas tarifas.

Dependendo do mercado, a Latam conseguiu baixar os preços dos ingressos domésticos em 20% para 40%. De acordo com Chiozza, o objetivo da Latam não é apenas aumentar sua participação de mercado, mas também aproveitar as novas bases de clientes para crescer o mercado. "Uma década atrás, com uma participação de 80% no mercado no Chile, baixamos os preços em 40%", explicou Chiozza. O influxo resultante de novos passageiros levou a um aumento na receita para a companhia aérea.

O Brasil é o mercado maior e competitivo da América do Sul. Não há uma única força dominante lá, mas em vez disso, quatro operadoras bem-financiadas e altamente capazes defendendo a supremacia. Avianca é representada por sua empresa irmã, Avianca Brasil, enquanto a Latam é representada pela Latam Brasil, a pré-fusão TAM Airlines.

A Gol de São Paulo com sua frota de 120 Boeing 737s tornou-se uma força a ser contada nos últimos anos. Entretanto, a Azul, a operadora de nove anos, acumulou mais de meio bilhão de dólares de investimento da United Airlines e do grupo chinês de viagens e lazer HNA Group. A Azul é a quarta companhia aérea fundada por seu CEO, David Neeleman, que também está atrás de Morris Air, WestJet e JetBlue.

Portanto, se uma terceira super companhia emerger, provavelmente irá do Brasil. De acordo com analistas, Gol e Azul mostraram-se ambiciosos em seu crescimento na América do Sul, enquanto o novo serviço da Azul para os EUA e a Europa prova que a companhia tem ambições de se expandir para além do continente. A fraqueza da Gol, no entanto, é sua dependência do mercado interno brasileiro. Enquanto o Brasil é o maior mercado da América do Sul, torna a companhia aérea vulnerável a desaceleração na economia.

Assim, o que parece claro é que Avianca e Latam estão lá para ficar. "Acreditamos que Latam e Avianca estão anos à frente de todos", disse Rincon, CEO da Avianca, à Business Insider. E Chiozza de Latam concorda. "Nós imaginamos o futuro, onde teremos duas, no máximo três, verdadeiramente linhas aéreas da América Latina", disse Rincon, acrescentando que "nosso plano é tornar-se um deles".

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